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31.12.06
PARTIDA E CHEGADA
Henry Sobel, por ocasião da morte de Mário Covas contou a seguinte parábola:
Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.
Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: "já se foi". Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.
Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz: "já se foi", haverá outras vozes, mais além, a afirmar: "lá vem o veleiro" !!!
Assim é a morte.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: "já se foi".
O ser que amamos continua o mesmo, suas conquistas persistem dentro do mistério divino.
Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: "já se foi", no além, outro alguém dirá : "já está chegando". Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a vida.
Na vida, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
A vida é feita de partidas e chegadas.
De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Assim, um dia, todos nós partimos
como seres imortais que somos todos nós ao encontro daquele que nos criou
:: publicado por Alice Lanalice
às
19:32
26.12.06
Já dizia o poeta ...Caminhos não há, mas os pés na grama os inventarão...
E, foi assim que descobrimos os caminhos do ano de 2006.
Acompanhamos e torcemos pelos amigos novos que chegaram na Casulo.
Consolidamos uma parceria com o Memorial Parque das Cerejeiras.
Formamos os funcionários do Memorial e do DHI.
Publicamos e lançamos o livro "Coragem para recomeçar", no Shopping Chic e na Livraria Peruíbe.
O Grupo da Zona Norte comemorou seu primeiro ano de existência.
Foi agregado mais um grupo de auto-ajuda: o de Santo André.
Foi um ano de colheita, mas também de novo plantio.
Agora o novo ano. Que ele seja lindo... para todos os amigos da Casulo.
:: publicado por Alice Lanalice
às
13:22
18.12.06
NATAL
Nossos amores estavam todos lá!
Em suas fotografias, em seus objetos simbólicos; em suas músicas; em nossos presentes; em nossa refeição; em nossos depoimentos;
em nossos corações.
E foi lindo!
Nossa festa de Natal com nossos amores aconteceu na tarde de domingo, 17 de dezembro.
Foi lá, de novo, no salão de festas do condomínio de nossa amiga Fátima. Lá estavam seu carinho e seus preparativos, quando chegamos.
O painel de fotos, a arvorezinha com suas simbólicas lembranças e a mesa de nossa refeição iam sendo arranjados enquanto chegávamos.
Uma breve oração, uma reflexão sobre o significado do Natal, a leitura de uma mensagem deixada pela Gabi da nossa Suely e, o que mais nos emocionou, o presente da Elaine, mãe do Lucas: um álbum duplo com as músicas preferidas de nossos filhos - uma capa linda "Juntos para sempre" , a contracapa com as caras lindas de nossos amores.
Tudo prontinho, com a técnica do irmão da Elaine e com seu amor para com todos.
Festa, confraternização, comes e bebes, alegria e emoção.
E a troca de presentes do "amigo secretíssimo", só conhecido no momento do sorteio.
Tudo muito lindo; que vocês podem conferir nas fotos.
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:: publicado por Alice Lanalice
às
14:25
14.12.06
AUTO DE NATAL
Domingo, dia 17 de Dezembro de 2006, 15 horas, em Moema, a família Casulo estará reunida para o AUTO DE NATAL.
É um dia especial para cada um de nós: homenageamos nossos entes queridos de uma forma agradável, lúdica e confortante.
ATÉ LÁ !!!!
:: publicado por Alice Lanalice
às
23:15
8.12.06
TUDO VALE A PENA... SE A ALMA NÃO É PEQUENA.

:: publicado por Alice Lanalice
às
21:51
3.12.06
Dia de Faxina em mim!
Estava precisando fazer uma faxina em mim...
Jogar alguns pensamentos indesejados fora
Lavar alguns tesouros que andavam meio que enferrujados...
Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais.
Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões...
Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei...
Joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li...
Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas
E as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas.
Fiquei sem paciência!
Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão:
Paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras horríveis que nunca queria ter dito, mágoas de um amigo, lembranças de um dia triste...
Mas, lá também havia outras coisas... e belas!
Um passarinho cantando na minha janela
Aquela lua cor de prata, o pôr-do-sol...
Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças...
Sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas.
Joguei direto no saco de lixo os restos de um amor que me magoou.
Peguei as palavras de raiva e de dor que estavam na prateleira de cima, pois quase não as uso, e também joguei fora no mesmo instante!
Outras coisas que ainda me magoam, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, se as esqueço lá mesmo ou se mando para o lixão.
Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante:
O amor, a alegria, os sorrisos, um dedinho de fé para os momentos que mais precisamos...
Como foi bom relembrar tudo aquilo!
Recolhi com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as a mostra, para não perdê-las de vista.
Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurado bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar e de recomeçar!
:: publicado por Alice Lanalice
às
23:05
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