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29.10.08
NAMASTÊ
A palavra NAMASTÊ é o cumprimento em sânscrito que literalmente significa “Curvo-me perante a ti”.
É a forma mais digna de cumprimento de um ser humano para outro.
Expressa um grande sentimento de respeito.
Invoca a percepção de que todos nós compartilhamos da mesma essência, da mesma energia, do mesmo universo.
NAMASTÊ possui uma força pacificadora muito intensa.
Em síntese é: “Saúdo a você de coração”! E, deve ser retribuído com o mesmo sentimento.
O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita você.
O Deus que há em mim, saúda o Deus que há em você.
A minha essência saúda a sua essência.
:: publicado por Alice Lanalice
às
22:02
18.10.08
O Extraordinário do comum
Maravilhamo-nos com os efeitos:
as causas podem deixar-nos estranhamente indiferentes.
Claro que a penicilina e outros antibióticos são admiráveis...
Não o será quem os faz?
Paramos frente a um guindaste gigantesco e ficamos admirados
do peso que ele suporta, das cargas fantásticas que ele leva
de um lugar para outro.
E nos esquecemos do quanto há de extraordinário num pé que
sustenta e equilibra um corpo... que calcula a força e o
alcance da passada... que pisa e anda e dança e volta...
Os computadores nos deixam mudos ante o que são capazes de fazer...
E não são mais que burros rápidos, na expressão consagrada de um
dos seus melhores conhecedores... faz depressa o que lhe é dado
para fazer...
Se for programado errado, dará rapidamente resultados errados...
A criança para dizer um "a" em vez de um "e" movimenta um cem-
número de computadores humanos, cada um deles incrivelmente mais
fantástico e avançado (embora venha desde a pré-história) que o mais monumental dos computadores-ordenadores que o gênio humano seja capaz de criar...
O termômetro especial de máximas e mínimas... aquele que registra os graus de um refrigerador ou até o zero absoluto... ou aquele que calcula os alto-fornos...
Mas o que temos em nossa pele, reagindo ao frio ao calor à provocação exterior dos acidentes...
E o termômetro sentimental que possuímos e que muitas vezes escondemos de nós mesmos...
A temperatura ardente do amor... o frio glacial da indiferença...
o vento furioso da revolta... a branda carícia do afeto...
Tudo isto é captado, sentido, percebido e transmitido pela criatura mais humilde, mais despreparada, mais apagada...
Os telescópios que têm alcance praticamente infinito, que varrem o Cosmos até onde não há números capazes de calcular a distância...
Será que vêem mais do que os límpidos olhos que se dirigem para uma flor ou que são atraídos por uma cena bonita ao nosso lado?
As fantásticas distâncias percorridas pela luz, em velocidade inacreditável... será que vão mais longe ou são mais rápidas que o pensamento?
Que biblioteca contém mais conhecimentos que a memória?
Qual livro será capaz de autocorrigir-se, de modificar os seus erros?
Nossa inteligência é capaz de fazê-lo a cada instante, de cumpri-lo a
cada minuto...
Todos os tentáculos e todas as redes do mundo não contêm o que comporta a mão, que é capaz de abranger e abarcar o universo e os universos...
Nada existe de mais belo, de mais completo, de mais avançado, de mais rico que a criatura humana...
Todos os tesouros de todos os recantos do planeta, buscados pelos processos mais avançados de detectação e de prospecção, não valem uma só grama, por exemplo, da massa cinzenta que temos no cérebro e que comanda todo o nosso processo de participação e presença na terra...
Nada vale mais que o ser... nada é mais importante que o homem, a criatura humana...
Como é que se pode explicar, então, que o homem use todos os recursos de sua inteligência, de sua capacidade, de sinistra capacidade para destruir-se, apequenar-se, estraçalhar-se, apagar-se, desaparecer?
É que ele não vê o quanto de extraordinário existe no comum que ele é!
( José Wanderley Dias)
:: publicado por Alice Lanalice
às
20:11
13.10.08
QUANDO SE TEM 52 ANOS OU MAIS
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a
frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói
o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando
seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos
inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da
idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de
secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou:
'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha
alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito
humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos,
não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial
:: publicado por Alice Lanalice
às
16:54
5.10.08
A mais bela de todas as coisas…
O dia mais belo - Hoje
A coisa mais fácil - Errar
O maior erro - A inveja
O maior obstáculo - O medo
A distração mais proveitosa - O trabalho
A raiz de todos os males - O egoísmo
Os melhores professores - As crianças
A pior derrota - O desânimo
O melhor remédio - O otimismo
O pior defeito - O mau humor
A verdadeira alegria - Ser útil aos outros
A pessoa mais perigosa - A dissimulada
A proteção afetiva - O sorriso
O pior sentimento - O rancor
O presente mais belo - O perdão
A sensação mais agradável - A paz interior
A rota mais acertada - O caminho do meio
As pessoas mais necessárias - Os pais
O mais imprescindível - O lar
A força mais potente do mundo - A fé
A mais bela de todas as coisas - O amor
A inteligência sem amor te faz prepotente.
A humildade sem amor te faz hipócrita.
A pobreza sem amor te faz orgulhoso.
A justiça sem amor te faz implacável.
A autoridade sem amor te faz tirano.
O trabalho sem amor te faz escravo.
A docilidade sem amor te faz servil.
O êxito sem amor te faz arrogante.
A política sem amor te faz egoísta.
A riqueza sem amor te faz avaro.
A oração sem amor te faz falso.
A lei sem amor te faz perverso.
A beleza sem amor te faz fútil.
A fé sem amor te faz fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor, não tem sentido...
:: publicado por Alice Lanalice
às
15:28
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