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27.11.08
DIA 10 DE DEZEMBRO, ÀS 19H30 ACONTECERÁ NOSSA ÚLTIMA REUNIÃO DE 2008.
ESPERAMOS TODOS VOCÊS !!!
Espaço Macro Carpa
Rua Borges Lagoa, 688 - casa 5 (entre ruas Botucatu e Napoleão)
Vila Mariana
POEMA
Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de pano e me presenteasse um pedaço de vida, aproveitaria esse tempo o máximo que pudesse.
Possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria em tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não por aquilo que valem, senão pelo que significam.
Se Deus me obsequiasse um pedaço de vida, me vestiria de maneira simples, me deitaria de bruços ao sol, deixando descoberto, não somente meu corpo, senão minha alma.
Aos homens eu provaria o quanto equivocados estão ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar!
A uma criança lhe daria asas, mas deixaria que ela aprendesse a voar sozinha.
Aos velhos lhes ensinaria que a morte não chega com a velhice, senão com o esquecimento.
Tantas coisas eu aprendi de vocês, os homens... Eu aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpada.
Eu aprendi que quando um recém nascido aperta com seu pequeno punho, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o têm preso para sempre.
Eu aprendi que um homem só tem direito de olhar a um outro de cima para baixo, quando vai ajudá-lo a levantar-se.
O amanhã não está assegurado a ninguém, jovem ou velho. Hoje pode ser a última vez que vejas aos que amas. Por isso não esperes mais, senão o fizer, seguramente lamentarás o dia em que não tomastes tempo para um sorriso, um abraço, um beijo e que estivestes muito ocupado para conceder-lhes um último desejo.
Sempre diga o que sentes e faz o que pensas.
Mantém aos que amas perto de ti, diga-lhes ao ouvido o muito que precisas deles, queira-os e trata-os bem, tome tempo para dizer-lhe -sinto muito, perdoa-me, por favor, obrigado e todas as palavras de amor que conheces.
Ninguém te recordará pelos teus pensamentos secretos. Pede ao Senhor a força e a sabedoria para expressa-los. Demonstra a teus amigos e seres queridos o quanto te importam.
:: publicado por Alice Lanalice
às
22:52
20.11.08
INVISÍVEIS, MAS NÃO AUSENTES
Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.
Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação.
O genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram
publicados após a sua morte.
Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:
"A morte não é o fim de tudo.
Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte o homem acaba, e a alma começa.
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto.
Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
Eu sou uma alma.
Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser.
O que constitui o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro.
O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra.
Coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.
Aí, olha, distingue ao longe a campina, Aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem.
O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade.
Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo.
De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo.
É por demais pesado para esta terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível.
O mundo do luminoso é o que não vemos.
Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de vestimenta.
A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação.
Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz.
Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito”.
(Victor Hugo)
Muitos consideram que o falecimento de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.
Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.
Prossegue em sua jornada na Terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem.
Pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade.
Que Deus nos ilumine hoje e sempre!
:: publicado por Alice Lanalice
às
19:27
10.11.08
CASULO ESTÁ EM ITATIBA
Contamos com mais um grupo de auto-ajuda. Agora, em Itatiba, interior de São Paulo.
A psicóloga Rosângela interessou-se pela nossa metodologia e já iniciou os trabalhos. Parabenizamos a iniciativa, e desejamos sucesso nesta tarefa de acolhimento às pessoas que perderam seus entes queridos.
A Lição da Borboleta
Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo; um homem sentou e observou a borboleta por várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então o homem decidiu ajudar a borboleta: ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.
A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo estava murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas.
O homem continuou a observá-la, porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar a tempo.
Nada aconteceu!
Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida.
Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.
Eu pedi forças... e Deus deu-me dificuldades para fazer-me forte.
Eu pedi sabedoria... e Deus deu-me problemas para resolver.
Eu pedi prosperidade... e Deus deu-me cérebro e músculos para trabalhar.
Eu pedi coragem... e Deus deu-me obstáculos para superar.
Eu pedi amor... e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar.
Eu pedi favores... e Deus deu-me oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi... mas eu recebi tudo de que precisava."
Viva a vida sem medo, enfrente todos os obstáculos e mostre que você pode superá-los.
:: publicado por Alice Lanalice
às
15:57
2.11.08
Você descobrirá que a única maneira de escapar da dor é através da dor...
Quando eu era menino, vi minha mãe levar um tombo quando estava tendo alta no hospital. Fiquei apavorado e pedi que ela voltasse para cama. Minha mãe contemplou o meu pequeno rosto assustado e disse: “ As pessoas caem mas depois elas voltam a se levantar. A vida é assim.”
Sob muitos aspectos, as perdas são semelhantes às quedas...
Ninguém escapa de algum tipo de perda. No início, uma família pode se ver no caos devido a uma perda e parece se desestruturar. Mas o tempo recompõe de uma forma diferente e na maioria das vezes mais rica.
A cura da perda envolve muitos passos. Não se force a viver plenamente a dor da perda. Deixe que o processo se desenrole no seu ritmo. Viva a negação se for preciso. Não se censure e nem se importe com a censura dos outros, lembrando-se que você experimentará seus sentimentos na hora devida. Você descobrirá que a única maneira de escapar da dor é através da dor...
Ao observar as pessoas que têm uma doença incurável lidarem com a perda, percebo quase sempre o mesmo processo. No início, elas tiram muitas de si mesmas, como se dissessem: “Eu estive aqui.” Depois, à medida que a doença progride, elas param de tirar tantas fotos porque compreendem que o retrato não é garantia de permanência: no melhor dos casos, as imagens acabarão sendo passadas para gerações de pessoas que nunca se conheceram. Descobrem que o mais importa é o amor que existe nelas e naqueles que elas amam. Descobrem que é possível transcender parte da perda e aquilo que há de fundamental em si mesmas e naqueles que amam não é perdido. Podem até aprender que o que realmente importa é eterno e é nosso para sempre. O amor que você sentiu e o amor que você deu nunca é perdido.
Certa noite, bem tarde, eu estava no andar reservado aos pacientes de câncer de um hospital, visitando um dos meus. No corredor, conversei com uma enfermeira que estava arrasada porque acabara de perder um paciente. “Foi a sexta pessoa que vi morrer esta semana!”, queixou-se ela. “Não consigo mais suportar isso, não posso mais ficar olhando morte após morte. É como não tivesse fim. Não sei se um dia irá terminar”.
...delicadamente segurei a sua mão e seguimos em direção a outra ala do hospital. Fizemos uma curva e entramos na área da maternidade, onde a conduzi até a divisória de vidro que nos separava dos bebês recém-nascidos. Fiquei observando o seu rosto enquanto ela começava a contemplar todas aquelas novas vidas, assimilando a cena como se nunca tivesse presenciado antes.
“Para exercer melhor sua função”, disse eu, “ você precisa vir aqui com freqüência para se lembrar que a vida não contém apenas perdas.”
Mesmo dentro do nosso sentimento de perda mais profundo, sabemos que a vida continua. Apesar de todas as perdas que possam estar bombardeando você, novos inícios brotam por toda parte. No meio da dor, a perda pode parecer interminável, mas o ciclo da vida nos cerca por todos os lados. Essa enfermeira compreendeu que tinha encarado o seu trabalho apenas como uma perda. Ela se deu conta de que esquecera de que estava ajudando a concluir vidas que haviam iniciado muitos anos antes, exatamente como as do bebês do berçário.
“Os segredos da vida” de Elisabeth Kubler-Ross e David Kessler,Ed.Sextante.
:: publicado por Alice Lanalice
às
22:26
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