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28.1.09
Doze mandamentos contra os stress
1- Os desejos são ilimitados, o seu tempo não. Defina metas, prioridades da sua vida. Faça periodicamente uma revisão de seus objetivos.
2 - Você é responsável e senhor da própria qualidade de vida. Defenda seus direitos. A qualidade de vida é uma planta que necessita ser regada sempre.
3 - Você é um só. Você só tem um coração. Portanto, faça uma coisa de cada vez.
4 - Cuide do seu corpo. Escolha alimentos saudáveis, evitando agressões do tipo fumo, droga, excesso de bebida e comida. Reduza a ingestão de café. Beba oito copos de água, no mínimo, por dia.
5 - Cuide de sua mente. Seja seletivo com o que lê e vê. Reduza o hábito de assistir televisão. Exercite sua criatividade com música e artes em geral. Faça coisas que nunca fez, indo a lugares que nunca foi. Quebre rotinas e experimente o novo.
6 - Que a sua casa seja um lar. Um lugar acolhedor que o receba ao final de um dia cansativo, oferecendo-lhe conforto, calor à sua alma, repouso e amorosidade.
7 - Descubra quem é você. Qual é seu temperamento, quais são suas crenças?
8 - Não seja onipotente. Aprenda com os outros, procure ajuda necessária com amigos, médicos, terapeutas.
9 - Conheça e respeite o outro. Ouça com atenção, buscando compreender o que o outro quer dizer.
10 - Cuide para desenvolver intimidade com pessoas com as quais sinta afinidade. Cultive a espontaneidade, sinceridade, amizade, alegria e prazer nas trocas afetivas.
11 - Centre-se e equilibre-se. Todos os dias encontre um tempo para esvaziar-se e estar consigo mesmo (pelo menos um banho prolongado e tranqüilo). Use técnicas auxiliares como meditação, respiração e massagens para relaxamento.
12 - Tenha fé. Uma situação, qualquer que seja, nunca é apenas boa ou ruim. Haverá sempre custos e benefícios. Quanto mais luz, mais sombra. Você é único, o que te faz valioso. Confie em Deus.
:: publicado por Alice Lanalice
às
22:35
19.1.09
REFLEXO DA VIDA
Havia uma vez um ancião que passava os dias sentado junto ao poço na entrada do povoado.
Um dia, um jovem se aproximou e lhe perguntou:
Nunca estive por aqui...Como são os habitantes desta cidade?
O ancião lhe respondeu com outra pergunta:
Como eram os habitantes da cidade de onde vens?
- Egoístas e maus, por isso fiquei feliz de ter saído de lá.
Assim são os habitantes desta cidade, lhe respondeu o ancião.
Pouco depois, outro jovem se aproximou e fez a mesma pergunta:
Como da vez anterior, o ancião devolveu a pergunta:
- Como eram os habitantes da cidade de onde vens?
- Eram bons, generosos, hospitaleiros, honestos e trabalhadores.
Os habitantes desta cidade também são assim, respondeu o ancião.
Quando o jovem se afastou, um homem que levara seus animais para beber da água do poço e acabara por escutar a conversa, disse ao ancião:
- Por que respondeste assim para estas duas pessoas?
Veja - respondeu ele, cada pessoa carrega o universo em seu coração.
Quem nada encontrou de bom em seu passado, tampouco encontrará aqui.
As pessoas refletem o que existe em si mesmas.
Encontram, sempre, o que esperam encontrar.
:: publicado por Alice Lanalice
às
20:14
4.1.09
Viver não dói
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
:: publicado por Alice Lanalice
às
22:01
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