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23.11.09



QUAL É A MELHOR RELIGIÃO?

Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e
Dalai Lama.
Leonardo Boff explica:

No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos,
na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também
com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
- 'Santidade, qual é a melhor religião?'
Esperava que ele dissesse:
'É o budismo tibetano' ou 'São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.'
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos
- o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta -
e afirmou:
'A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus.
É aquela que te faz melhor.
'Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta,
voltei a perguntar:
- 'O que me faz melhor?'
Respondeu ele:
- 'Aquilo que te faz mais compassivo
(e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta),
aquilo que te faz mais sensível,
mais desapegado,
mais amoroso,
mais humanitário,
mais responsável...
A religião que conseguir fazer isso de ti
é a melhor religião...'
Calei, maravilhado, e até os dias de hoje
estou ruminando sua resposta
sábia e irrefutável.


:: publicado por Alice Lanalice às 13:48


6.11.09



PANTA REI

É um trabalho impressionante dos monges budistas que fazem as mandalas de sal colorido.
Feitas com o maior cuidado e com a maior dedicação, elas são desmanchadas logo depois de prontas para demonstrar a transitoriedade das coisas na vida, mesmo que elas exijam o maior esforço.
Assim é que nós devemos encarar o dia-a-dia. E sempre prontos para começar tudo de novo, se preciso for.
Perca o referencial de vez em quando.
Saia de sua região de conforto.

Dê oportunidade ao imprevisível.
Nada é mais certo do que a incerteza.
As coisas têm o valor que nós damos a elas.

“Panta Rei” é uma expressão do pensador Heráclito,
que significa TUDO MUDA (tudo flui, nada persiste)
Ele usava como metáfora filosófica pisar num rio, que um milésimo de segundo depois de pisado, já não era mais feito da mesma água.


:: publicado por Alice Lanalice às 17:11


3.11.09



Cenoura, ovo ou café
Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as
coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que
fazer e queria desistir.
Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que
um problema estava resolvido um outro surgia. Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele.
Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de café.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.
Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.
Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os
ovos e os colocou em uma tigela.
Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.
Virando-se para ela, perguntou:
- "Querida, o que você está vendo?"
- "Cenouras, ovos e café," ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as
cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
- "O que isto significa, pai?"
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade,a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de
ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.
Os ovos eram frágeis sua casca fina havia protegido o líquido
interior, mas depois de terem sido fervidos na água, seu interior se tornara mais rijo.
O pó de café, contudo, era incomparável depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.
Ele perguntou à filha:
"Qual deles é você, minha querida?
Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde?
Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a
adversidade você murcha, torna-se frágil e perde sua força?
Ou será você como o ovo, que começa com um coração maleável,
mas que depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro,
apesar de a casca parecer a mesma?
Ou será que você é como o pó de café, capaz de transformar
a adversidade em algo melhor ainda do que ele próprio?"
Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões.
Cabe a nós - somente a nós - decidir se a suposta crise irá ou não afetar nosso rendimento profissional, nossos relacionamentos pessoais,nossa vida enfim.
Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça um
a palavra positiva. Mas você precisa acreditar nisso. Confiar que você tem capacidade e tenacidade suficientes para superar mais este desafio.
Espero que, nestas semanas que se seguem, quando lhe convidarem para tomar um café, você possa repassar essa história.


:: publicado por Alice Lanalice às 18:58


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